Avanços científicos contra Alzheimer em debate

     Cerca de 5 mil especialistas de 60 países estão reunidos em Chicago, nos Estados Unidos, para discutir os avanços científicos contra o mal de Alzheimer, doença silenciosa e traiçoeira.

     Marcadores no sangue e no fluido cérebro-espinhal para dectação precoce, além do tratamento com o spray nasal AL-108, que combate as redes neurofibrilares podem diminuir pela metade os risco de Alzheimer. Uma segunda pesquisa, também apresentada no encontro, revela que a droga MTC é capaz de suspender a progressão dos sintomas.

     Mary Haan, da Universidade de Michigan e líder do estudo com a estatina, afirmou que a substância reduziu a possibilidade de falhas cognitivas nos portadores da doença testados. "O risco de demência em usuários de estatinas foi 50% menor que entre os não usuários". Apesar de analisar, junto com sua equipe a condição cardiovascular, a dieta de lipídios, o histórico de diabetes e de hipertensão, e o estado socioeconômico dos voluntários, "nada disso explicou essa relação, mas acreditamos que as estatinas previnem a evolução da doença".

     Já o neurologista Donald Schmechel, da Duke University na Carolina do Norte, explica que o aerosol AL-108 é derivado do aminoácido peptídeo NAPVSIPQ, sintetizado a partir de uma proteína encontrada no cérebro e conhecida como proteína neuroprotetiva dependente de atividade (ADNP).

     Em um segundo momento o neurologista usou placebo e duas doses de AL-108 em 144 pacientes entre 55 e 86 anos com perda cognitiva leve amnésica. "Observamos melhora prolongada nos testes de memória, depois de ministrarmos doses mais altas por 16 semanas. O AL-108 aparentemente estabiliza os microtúbulos e a integridade das células nervosas, por meio de interações com a proteína tau", afirma.