A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve limitar, em todos os serviços de saúde do Brasil, o número de equipamentos e de procedimentos cirúrgicos diários, principalmente aqueles que usam câmeras de vídeo.
A medida busca reduzir as infecções pós-cirúrgicas causadas pela Micobactéria de Crescimento Rápido (MCR) e foi imposta depois que a Agência descobriu que esses equipamentos não estavam sendo esterilizados como recomendado. O ideal é que passem por um processo de esterilização durante 10 horas.
A Anvisa alerta que a infecção pela MCR se configura como uma doença "sem registros anteriores aqui e em outros países, nessa proporção". Os dados mostram que desde 2003, cerca de 2025 casos de infecção pela Micobractéria de Crescimento Rápido foram registrados. Em 72% dos casos, a bactéria se desenvolveu após cirurgias abdominais, videolaparoscopia, redução de duodeno e retirada de lipomas. Sempre em procedimentos que utilizam câmeras de vídeo ou aparelhagem similar, mas não há registro de casos provocados por exames e procedimentos de diagnóstico.
A MCR pode se manifestar em até dois anos e, também, causar grânulos que necessitem ser retirados por nova cirurgia.